Rádio na Rede

Entradas categorizadas em ‘Jornalismo’

Twitter como ferramenta para o rádio I

21 Janeiro 2009 · 1 Comentário

twitter_logo_s

As discussões sobre o uso do Twitter como ferramenta para a apuração no jornalismo continuam. Entre os principais argumentos contrários está a credibilidade das fontes e entre os favoráveis está a rapidez e multiplicidade de fontes de informação. Os debatem sobre esse uso mal começaram. Certamente serão intensificados ainda com o passar do tempo, assim como os possíveis usos do Twitter devem ser ampliados.

Por agora, o post de Christian Espinosa, no Blog Cobertura Digital, nos dá uma idéia de como essa ferramenta pode ser utilizada – e não só no jornalismo on line. E para o rádio? É possível? Como utilizar o Twitter? Ele pode fazer realmente alguma diferença para a transmissão fora da internet? Serve como fonte ou simplesmente como uma ferramenta para transmitir a informação ao ouvinte?

Categorias: Jornalismo · Radiojornalismo · Tecnologia

Pensar o jornalismo

1 Janeiro 2009 · 2 Comentários

Sim, antes de mais nada devemos pensar o jornalismo. O que fazemos? Como fazemos? Por que fazemos? Tudo isso é crucial, principalmente em um ambiente de saturaçáo de informaçóes e de rapidez na transmissáo de notícias como o que estamos. A reflexáo apresentada no post Ten questions for journalists in the era of overload, do blog Newsless.org é extremamente pertinente. Pensamos o jornalismo? Consideramos sua importância para o público? A validade da informaçáo? Vale a pena discutir…

Categorias: Jornalismo

O Ouvinte e o consumo ativo

12 Dezembro 2008 · Deixe um comentário

Não são só as rotinas profissionais do jornalista e do comunicador de rádio que estão sendo alteradas pelo processo de tecnologização das redações. Embora essa mudança no cotidiano das emissoras se mostre de maneira direta através das ferramentas tecnológicas, como nos mostram vários autores, entre eles Carmen Peñafiel, essa interferência é intensa. Entretanto, é importante observar que ela também se estabelece de forma indireta.
O jornalista e doutor em comunicação João Paulo Meneses lembra, em um artigo publicado na revista Meios e Publicidade, que existe hoje um novo perfil de ouvinte. Trata-se de um ouvinte com um perfil de consumo ativo, inserido no cotidiano das novas gerações digitais, que buscam, interagem, controlam, personalizam a informação. A cada dia mais é preciso observar que se esse novo público começou a se construir em veículos online, hoje ele se relaciona em grande escala com os demais meios de comunicação e, com isso, demanda deles uma adequação.
Esta discussão não pode ser deixada de lado ao estudar ou pesquisar o jornalismo de rádio em ambiente de convergência e tecnologia.  Voltaremos a isso.
Ficou interessado? Leia o texto de João Paulo Meneses.

Categorias: Audiência · Jornalismo · Tecnologia

Jornalista, contador de histórias

9 Janeiro 2008 · Deixe um comentário

“El oficio de contar historias es un comercio social asignado a unos pocos privilegiados, con la obligación de transmitir los hechos, los valores y los sentimientos de una colectividad. Saltando a nuestros días, podríamos utilizar este entramado explicativo para identificar a los periodistas, a los comunicadores, como aquellos profesionales cuyo oficio es contar historias”.

MARTÍNEZ-COSTA, María Del Pilar; DÍEZ UNZUETA, José Ramón. Lenguaje, géneros y programas de radio: introducción a la narrativa radiofónica. Pamplona: EUNSA, 2005.

Categorias: Jornalismo · Produção Científica
Etiquetado: , ,

Internet, fonte de informação para jornalistas

20 Novembro 2007 · Deixe um comentário

A discussão é de interesse geral, pena que aconteceu longe. A Associação de Imprensa de Navarra e o governo de Pamplona, na Espanha, organizaram o evento “Primeras Jornadas para Profesionales de la Información“. A discussão? O uso da internet como fonte pelos jornalistas. Embora não possamos ir ao evento, é possível baixar e ler os artigos ou slides que foram apresentados:

- Cómo optimizar las posibilidades de los buscadores (ppt), de Noelia Fernández

- Búsqueda de información útil, eficaz y fiable en Internet (pdf), de Ramón Salaverría

- Recursos para periodistas en navarra.es (ppt), de Pello Pellejero

Via e-periodistas

Categorias: Jornalismo · Off topic · Produção Científica
Etiquetado: , ,

Faça jornalismo ético, ou venda bananas!

9 Novembro 2007 · Deixe um comentário

O jornalista da Rádio CBN, Milton Jung, concede uma entrevista ao site Jornalirismo. O posicionamento do âncora é centrado nos preceitos éticos e na honestidade. Vale a pena conferir… A matéria completa está aqui.

Categorias: Jornalismo · Ética
Etiquetado: ,

Jornalismo Inovador na Bahia – HQ!

9 Novembro 2007 · Deixe um comentário

Reproduzo, com muito orgulho, o e-mail que recebi da coordenadora de Jornalismo da FIB, Mônica Celestino:

O Caderno Dez! (jornal A Tarde), nesta semana, passou a publicar a reportagem em quadrinhos Vanguarda, TCC desenvolvido no Centro Universitário da Bahia – FIB por Caio Coutinho, Fábio Franco e Leandro Silveira no semestre passado. Dividida em quatro capítulos, o projeto foi orientado pela professora Ana Spannenberg, que faz atualmente sua tese exatamente sobre gêneros jornalísticos.
De acordo com pesquisa exploratória, trata-se da primeira reportagem no país inteiramente elaborada utilizando características da HQ – da concepção da pauta e seleção das fontes à definição do roteiro e edição. A série é inovadora tanto pela narrativa quanto pela abordagem de um tema inexplorado pela mídia local – elementos da história do movimento estudantil na Bahia. O TCC resulta de uma reflexão teórica, inclusive com a conceituação e caractetização da narrativa jornalística em HQ.
Apreciação e comentários no blog! O trio constitui uma mesa-redonda sobre O papel do repórter na narrativa jornalística em quadrinhos, no dia 12 de novembro, às 18h30min, na sala 173 (bloco 6). A atividade é aberta a estudantes, professores e pesquisadores. A entrada é franca.

Categorias: Jornalismo · Off topic
Etiquetado:

Edição de áudio e ética

6 Novembro 2007 · 2 Comentários

Rogério Christofoletti trouxe, no blog Monitorando, uma discussão fundamental para os estudiosos de rádio. Discussão que tem, com a ampliação do uso do áudio e sua potencialização como estratégia multimídia no jornalismo on line, ultrapassado os limites do jornalismo radiofônico. Aproveito para indicar o Monitorando como leitura fundamental para estudiosos da comunicação.

Christofoletti postou há dois dias:

Mary McGuire, professora associada da Carleton University, do Canadá, compilou uma série de cuidados que jornalistas devem ter quando editam materiais em áudio. Me refiro a cuidados éticos no uso técnico de equipamentos, sistemas e conteúdos.

O guia de McGuire é sintético e está dividido em três partes basicamente:

  • Cuidados na edição de entrevistas
  • Cuidados na condução de entrevistas que serão posteriormente editadas
  • Cuidados na gravação e uso de sons em arquivos de áudio

O guia pode ser lido aqui.

A página pessoal da professora na universidade está aqui.

Vale a pena ler o guia e não guardar. Isso mesmo. Leia e não guarde. Deixe sempre por perto, visível, pulsante…”

Categorias: Jornalismo
Etiquetado: , ,

Reportagens radiofônicas

8 Outubro 2007 · Deixe um comentário

A reportagem é pouco explorada pelas emissoras de rádio brasileiras. Aos poucos, algumas rádios, como a Band News FM passam a apresentar produções mais elaboradas e que tragam um cruzamento de fontes. A Rádio Eldorado de São Paulo é uma das emissoras que potencializam o uso desse formato, aprofundando a abordagem dos conteúdos.
Em Salvador, a reportagem é muito pouco explorada. Na academia, entretanto, os estudantes têm um espaço para construir abordagens mais complexas e elaboradas do jornalismo em rádio.
Entre essas atividades, as estudantes Ludmilla Viana e Shahla Maia desenvolveram duas reportagens, sobre doação de órgãos e rádios comunitárias, respectivamente. As reportagens foram desenvolvidas para a disciplina de Oficina de Radiojornalismo na Faculdade Social da Bahia.

Categorias: Jornalismo
Etiquetado: ,

Jornalismo blogueiro

30 Setembro 2007 · Deixe um comentário

É off topic, mas é jornalismo, então vamos lá:

Reproduzo abaixo o texto de Luiz Nassif sobre o jornalismo blogueiro. O texto está disponível no site do Observatório da Imprensa. Um novo jornalismo? Não sei, mas vale a discussão…

…….

O fenômeno dos blogs veio para ficar. Nos últimos dias participei de três seminários para discutir o tema. Há quem considere os blogs apenas uma forma de jornalismo se valendo de novas tecnologias. Na verdade, trata-se de uma mudança fundamental na forma de fazer jornalismo.
O jornalismo tradicional obedece a uma espécie de linha de produção com responsabilidades diluídas. Começa com a pauta. O chamado “aquário” (direção) planeja algumas matérias, o pauteiro de cada editoria consolida as sugestões e apresenta as suas.
Em geral se tem um pauteiro por editoria. Ele lê os jornais, recebe os releases das assessorias de comunicação, recebe a relação de eventos programados para o dia, das diversas sucursais.
A partir daí seleciona as pautas. A pauta é um roteiro a ser seguido pelo repórter. Contém algumas perguntas básicas, algumas orientações genéricas ou específicas e o nome de fontes a serem consultadas. Como o pauteiro é grande, mas não é dois, as questões quase sempre são genéricas e as fontes quase sempre são as mesmas.
A pauta é entregue para o repórter, em geral jornalista iniciante. Sem experiência na matéria, em apenas um dia terá que conseguir falar com a fonte, perguntar-lhe sobre o tema em geral (para entender do que está falando) e formular as perguntas solicitadas.
O repórter volta para a redação, entrega a matéria para o redator, que revisará o texto e eliminará erros mais evidentes.
Finalmente a matéria é paginada, cabendo ao editor fazer a manchete. Muitas vezes a matéria sai do “aquário” com determinado enfoque. O repórter, em contato com a notícia, apura visões distintas. Para manter o enfoque original, em muitos jornais haverá manchetes que não reproduzem fielmente o texto. Em parte devido à pressa do fechamento; em parte para atender às solicitações do “aquário”.
Conceito ampliado
Nos blogs jornalísticos, o jogo é diferente. O blogueiro coloca uma nota. Os leitores entram comentando. Muitas vezes meramente para externar sua opinião. Outras vezes, trazendo informações adicionais, questionando o enfoque escolhido. São milhares de pessoas espalhadas por várias localidades. Dependendo do ambiente criado poderá haver uma riqueza e rapidez informações imbatível. Dependendo do ambiente, informações incorretas ou injuriosas.
No estágio atual, há muita catarse nos blogs. Em parte provocado pelas possibilidades abertas pelo novo “brinquedo”. O leitor médio ganhou direito ao consumo nos anos 1970, ao voto nos anos 1980, à opinião, nos anos 1990, mas ainda de forma estática – enviando cartas aos jornais ou, através de pesquisas, induzindo o jornal a dar o que ele deseja. Com a internet, ele passa a ser voz ativa no processo. Pode opinar diretamente, sem intermediários.
No primeiro momento, o abuso faz parte do jogo. Depois, o sistema amadurece como um todo.
A próxima etapa da internet e do sistema de blogs será a ampliação do conceito de comunidades – que hoje já existe em portais tipo Orkut. Comunidades de estudiosos, ou de empresas se juntarão no mesmo ambiente, trocando informações, produzindo informações e fazendo negócios.
Pesquisa Ibope
Segundo dados do Ibope, a maior parte dos leitores de blogs jornalísticos está na faixa etária superior a 30 anos. Os leitores mais novos freqüentam mais blogs não-jornalísticos. E buscam informações de uso prático, como ferramentas de hacker, relacionamento, trocas de músicas etc. Por isso a idéia de que os blogs jornalísticos ainda são, no fundo, extensão do colunismo nos jornais.
Fim do jornal?
A idéia de que a internet vai substituir os jornais é falsa, segundo consenso dos debatedores de evento promovido pela Lew Lara Propaganda. Como lembrou o professor Carlos Chaparro, jornal não é meramente o que sai publicado em papel. Um jornal é uma instituição, com personalidade própria, leitores, formas de tratar a informação. O fato de sair em forma impressa ou digital é detalhe, não o essencial.
Credibilidade dos blogs
Questionou-se a questão das informações não-identificadas, ou dos spams que circulam pela internet. Ou mesmo de blogs falsos, como alguns criados para iludir a opinião pública. Nos Estados Unidos, por exemplo, fez sucesso um blog que era feito por um Steve Job (o criador da Apple) falso. Esse caos faz parte do jogo inicial. Com o tempo o próprio público irá criar âncoras de opinião, onde se escudar.

Categorias: Blogs · Jornalismo · Off topic
Etiquetado: