Arquivo da categoria: Pesquisa

Um estudo sobre a rádio local em Portugal foi anunciado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Trata-se de um panorama da radiodifusão local.

“O estudo prevê a utilização da internet para a difusão dos conteúdos radiofónicos, um suporte que ultrapassa as barreiras físicas da difusão hertziana, e que coloca aos operadores, independentemente do âmbito de cobertura geográfica, novas abordagens nas respectivas estratégias empresariais que, naturalmente, se irão reflectir nos conteúdos e serviços disponibilizados”.

Via A Rádio em Portugal

O futuro das pesquisas com arquivos digitais

O arquivamento de dados digitais para pesquisas futura s é um debate que interessa a todos, inclusive a nós, jornalistas. O português Rogério Santos, do blog Indústrias Culturais, aponta no post “Guardar o arquivo digital” para essa discussão.

Pesquisa em Rádio

Aos que se interessam pela pesquisa em rádio e querem ter acesso a materiais diversos sobre esses veículos, podem acessar o site do Núcleo de Pesquisa e Extensao em Mídia Sonora da UFSM/Cesnors.

Pesquisas em rádio no Brasil

Embora os estudos em rádio e radiojornalismo no Brasil tenham avançado nos últimos 6 anos, ainda vale a pena, para quem se interessa por este campo de pequisa, navegar pelo site organizado pela professora Doris Hausen. Nele você encontra uma relação de estudos e abordagens deste veículo de comunicação por pesquisadores brasileiros. Pode ainda ler o artigo “A produção científica sobre o rádio no Brasil: livros, artigos, dissertações e teses (1991-2001)“, que traz uma breve perspectiva dos encaminhamentos dados aos estudos sobre este meio no país, com apontamentos para as sub-áreas enfocadas pelos pesquisadores neste período. Não busque, entretanto, análises no artigo. Esta não é a proposta. Busque por elas no site.

Rádios generalistas

As rádios generalistas predominam na Espanha e em Portugal, segundo o jornalista João Paulo Meneses. Embora seja vista como ultrapassada em muitos lugares, Meneses propõe, de forma interessante, uma revisão conceitual a partir da tendência de mercado de micro-segmentação. Vale a pena conferir o artigo “Os Equívocos da Rádio Generalista: Reflexões sobre a Rádio em Espanha e nos Estados Unidos, passando por Portugal

Rádios Comunitárias

Com o objetivo de trazer ao blog uma discussão importante – as concessões de rádios comunitárias – reproduzo o artigo do Observatório da Imprensa.

Quem são os beneficiários das concessões?

Por Vicentônio Regis do Nascimento Silva em 9/10/2007

Sobre artigos publicados originalmente no Jornal de Assis, em 13 e 20/9/2007

A edição de 15 de agosto de 2007 da revista CartaCapital traz reportagem sobre as rádios “comunitárias”. De acordo com “Rádios comunitárias – coronelismo eletrônico de novo tipo (1999-2004) – as autorizações de emissoras como moeda de barganha política“, estudo de pesquisadores da Universidade de Brasília apoiado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, entidade mantenedora do Observatório da Imprensa, as concessões radiofônicas “comunitárias” foram liberadas porque algum dos diretores das emissoras mantinha vínculo político e/ou religioso que aparentemente facilitou a transação ilegítima.
De acordo com os autores do estudo, Venício de Lima e Cristiano Aguiar Lopes, quase todas as rádios “comunitárias” listadas na pesquisa não atendem aos requisitos do interesse público: “É um caso típico de utilização do patrimônio público para atingir interesses privados.”
O trabalho analisa a situação de mais de mil rádios “comunitárias” em todo o país. Os dados foram colhidos entre 1999 e 2004, durante parte da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e do primeiro governo Lula (2003-2006).
A revista CartaCapital aborda os aspectos gerais do trabalho. Sobram-nos os resultados encontrados em nossa região. Entre outras, constam do estudo as rádios “comunitárias” de Assis, Paraguaçu Paulista e Maracaí.
A edição 405 da Revista Carta Capital trouxe uma reportagem sobre as comunitárias e sua luta para se manterem ativas. Confira “Na onda da Política

SBPJor divulga resultados do Prêmio Adelmo Genro Filho

A Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo revela os resultados do Prêmio Adelmo Genro Filho – edição 2007. A coordenadora do prêmio, professora Márcia Franz Amaral, da Universidade Federal de Santa Maria, informa que houve 30 trabalhos de 24 instituições diferentes inscritos nas categorias Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Sênior. A entrega do Prêmio será feita durante o 5º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, na cidade de Aracaju (SE), de 15 a 17 de novembro.
As Comissões Julgadoras das categorias Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado foram formadas de cinco membros, designados pela coordenadora da premiação, sendo quatro membros entre os sócios plenos (doutores) da entidade, e o quinto membro escolhido entre os integrantes do Conselho Cientifico da SBPJor. A categoria sênior foi julgada pelo conjunto dos membros do Conselho Científico e da diretoria executiva da SBPJor.
As Comissões avaliaram os seguintes quesitos: mérito científico, adequação ao campo do jornalismo, metodologia, originalidade, uso correto da bibliografia, inovação conceitual/teó rica ou experimental/ aplicada sobre o jornalismo.
Os vencedores foram os seguintes:

Categoria: Sênior
Profa. Dra. Christa Berger
Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Categoria: Doutorado
Título do Trabalho: Uma trajetória em redes: modelos e características operacionais das agências de notícias: modelos e características operacionais das agências de notícias, das origens às redes digitais: com estudo de caso de três agências de notícias
Autor: José Afonso da Silva Júnior
Orientador: Marcos Silva Palácios
Instituição: Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia

Categoria: Mestrado
Título do Trabalho: A qualidade da informação jornalística: uma análise da cobertura da grande imprensa sobre os transgênicos em 2004
Autor: Carina Andrade Benedeti
Orientador: Luiz Gonzaga Figueiredo Motta
Instituição: Mestrado em Comunicação/Universid ade de Brasília (UnB)

Categoria: Iniciação Científica
Título do Trabalho: O uso da infografia na revista Saúde!
Autor: Elaine Aparecida Manini
Orientador: Tattiana Teixeira
Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina

*Menção Honrosa na categoria Iniciação Científica
Título do Trabalho: Nuances de Análise Histórica do Jornalismo: homens, mulheres e a cidade nas páginas do Diário dos Campos (1910-1923)
Autor: Felipe Simão Pontes
Orientador: Sérgio Luiz Gadini
Instituição: Universidade Estadual de Ponta Grossa

Produção científica sobre rádio no Brasil

A produção científica sobre rádio no Brasil é escassa. Justamente por isso, os esforços para agregar e sistematizar o que foi produzido até hoje são muito bem-vindos. A professora Doris Fagundes Haussen, da PUC-RS é responsável por um completo levantamento dessa produção. A sistematização, além de gerar um artigo científico que trata de teses e dissertações, ainda originou o site A Produção Científica sobre Rádio no Brasil.

Ainda é possível, através do site do Projeto Vozes do Rádio, ter um panorama textual, histórico e sonoro do rádio gaúcho. Uma grande iniciativa…

Vale a pena visitar!

Rádio

por Fernando Vieira de Mello, filho

O rádio acorda o Brasil. Ele está presente em 88,4% dos domicílios brasileiros. É através das ondas do rádio que o cidadão traça a jornada de seu dia-a-dia, escolhendo o trajeto para o trabalho, ouvindo a previsão do tempo e recebendo as notícias que afinal vão definir seu estado de espírito. Estas emissões cobrem os 8.547.403,5 km² do território, por onde estão espalhadas 1.335 emissoras comerciais AM e outras 938 que operam em FM. É um universo diversificado que atende a demanda de milhares de ouvintes por informação, notícias esporte, serviços, lazer, música, entretenimento e mesmo fé, com vários campeões de audiência. É um instrumento que fala para o banqueiro da avenida Paulista, em São Paulo, para o surfista de Ipanema, no Rio, para o seringueiro das florestas do Acre, para o plantador de soja do Mato Grosso e para o pecuarista gaúcho dos pampas. Esta audiência global recebe uma programação das emissoras, que têm uma característica fundamental: ser informativa. O rádio no Brasil é isso: informa, forma e educa o povo, ainda carente de um sistema educacional que supra as necessidades de um país em desenvolvimento.

Leia o texto completo.

IBGE: acesso à internet cresce mais no Sudeste

Do G1

No total, 16,9% dos domicílios tinham computador com acesso à Internet em 2006.
Entre regiões, o menor percentual estava no Norte (6,0%).

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (14)pelo IBGE, revelou diferenças regionais importantes no que diz respeito ao acesso domiciliar à Internet no país.

No total das regiões, 16,9% dos domicílios tinham microcomputador com acesso à Internet em 2006. Entre as regiões, o menor percentual estava no Norte (6,0%) e no Nordeste (6,9%), enquanto o maior estava no Sudeste (23,1%).

O percentual de domicílios com microcomputador, mas sem acesso à Internet, é um pouco maior, mas as disparidades regionais permanecem. Segundo a Pnad, 22,1% dos domicílios brasileiros tinham microcomputador em 2006. O menor percentual estava no Nordeste (9,7%) e o maior no Sudeste (29,2%).

A pesquisa mostra também uma evolução significativa no acesso a microcomputadores de 2001 a 2006. Enquanto em 2001 12,6% dos domicílios brasileiros tinham esse produto, em 2006 eram 22,1%. No Nordeste, em 2001, apenas 5,2% dos domicílios tinham esse bem de consumo, quase a metade de 2006 (9,7%).

A presença do aparelho de televisão nos domicílios também continua crescendo. Em 2006, 93,5% dos domicílios brasileiros tinham televisão, ante 89,1% em 2001. No caso desse bem de consumo, as diferenças regionais existem, mas são menores do que as apuradas nos outros bens de consumo duráveis. No Nordeste, 86,8% dos domicílios tinham televisão em 2006, enquanto no Sudeste eram 96,8%.

No que diz respeito aos domicílios com rádio, os percentuais permaneceram praticamente inalterados de 2001 para 2006, quando 88% dos domicílios brasileiros tinham esse produto. O menor percentual estava no Norte (76,0%, sem contabilizar a área rural) e o maior no Sul (94,3%).

A proporção de domicílios com geladeira e máquina de lavar cresceu. Já a proporção de domicílios com fogão no país, entre 2005 e 2006, ficou estável. O mesmo ocorreu com o freezer, que mostra estabilidade desde que ocorreu o apagão elétrico de 2001.

De 2005 para 2006, foram observados os seguintes percentuais de domicílios com esses bens duráveis: fogão (97,5% e 97,7%); geladeira (88,0% e 89,2%); máquina de lavar roupa (35,8% e 37,5%) e freezer (16,7% e 16,4%).

As diferenças regionais, também no caso desses bens, persistem. Enquanto no Nordeste 74,3% dos domicílios tinham geladeira em 2006, no Centro-Oeste, onde foi registrado o maior percentual, eram 92,8%.

No caso do item máquina de lavar roupa, o percentual de domicílios com esse bem apurado no Nordeste (11,9%) foi quase cinco vezes inferior ao do Sul (54,2%) e do Sudeste (50,1%).