O rádio pode nos transportar para períodos, ambientes e lembranças distantes. Para quem viveu a infância ou a adolescência na década de 80, uma reportagem de rádio leve para descontrair e viajar no tempo. Bom proveito a todos!
FICHA TÉCNICA: “Nos tempos do Pogobol” é um trabalho produzido para a disciplina de Radiojornalismo I, da UNISUL, para ser parte de uma série sobre os anos 80. Esse programa é sobre o barão vermelho, e está cortado no fim, por que o youtube não suporta mais que 10min.
Texto e Locução: Anna Carolina Supervisão: Helena S. Neto Trabalhos Técnicos: Fran Pegoraro
O Centro Universitário da Bahia (FIB) realiza nesta semana o IV Forum de Pesquisa e I Seminário de Iniciação Científica. Na tarde do dia 04 de setembro o grupo de trabalho que congregava estudos em comunicação e informação realizou suas atividades. Os trabalhos apresentados tratavam de temas diversos e permitiram uma troca interessante de informações entre os participantes.
Entre os trabalhos destacamos o artigo “Memória, identidade cultural e o radiodocumentário”, apresentado pela jornalista Ives Lopes, único a tratar do radiojornalismo. A autora ressalta que o trabalho é originário de seu projeto experimental de conclusão de curso de jornalismo na FIB e, aliado à discussão teórica norteada pelos conceitos de memória, identidade, radiodocumentário e história oral, gerou o documentário radiofônico piloto “Rua Chile: memórias de um passado glorioso”. A proposta é a criação do programa periódico denominado “Perambulando em Salvador”. Na apresentação de seu artigo durante o evento, Ives falou também sobre suas preocupações ao elaborar o documentário e a importância da Rua Chile para a capital baiana.
Ouça o documentário “Rua Chile: memórias de um passado glorioso”.
Entre os formatos do jornalismo radiofônico, a reportagem é a primeira a permitir um aprofundamento da informação. Ao lançar mão de distintos elementos da linguagem sonora, como a utilização de sons ambientes, de trilhas e de sonoras, correlacionando-os com um texto um pouco mais leve que o texto da notícia, a reportagem permite uma abordagem mais completa do acontecimento. A edição radiofônica é um dos principais instrumentais da reportagem. Outra característica da reportagem radiofônica é a humanização. No rádio, conversamos com o ouvinte 24 horas por dia. No radiojornalismo, ao abordar um fato de maneira mais detalhada e complexificada, é preferível que tragamos personagens. Essas histórias de vida aproximam a informação do público e tornam os fatos mais comuns ao cotidiano. As reportagens podem ser abordadas de maneira individual e inseridas no contexto de um programa radiofônico ou de um boletim ou, ainda, uma série. Na série há, normalmente, um encadeamento, um argumento básico que acompanha todos os espisódios e que marca, de maneira um tanto clara, o objetivo da produção. A rádio Eldorado AM adota essa prática, como é possível observar nas séries de reportagens Os Jovens Quarentões, As Mil Faces do Natal do Século XXI, São Paulo: Capital da Pluralidade, A Cidade que não Anda, Sons de São Paulo.