Arquivo do mês: outubro 2007

Flexibilizar o horário da Voz do Brasil

Primeiro, a dúvida: é possível chegar a um consenso? Não sou do tipo que concorda com obrigatoriedades. Posso dizer, sinceramente, que tendo a discordar delas, embora entenda que algumas são necessárias. Não acho que seja o caso da Voz do Brasil, no entanto. Acredito que a flexibilização seja o caminho, inclusive, para que muitos observem, sem rancores, a qualidade de produção que ela tem (guardadas as distinções do que é uma produção jornalística de uma emissora e o que é uma produção de assessoria de comunicação).

O ministro Franklin Martins aposta no consenso. Para isso, apresenta distintas propostas. Muitas, eu diria. Novamente, questiono: como chegar ao consenso mediante tantas opções apresentadas a um público – as emissoras – que, como diz o próprio ministro, é tão distinto e tem objetivos e estruturas tão diversos? No mínimo complicado.

Pessoalmente, vejo a fala do ministro como uma estratégia política, como uma bandeira branca, um demonstrativo de que ele concorda sim, que o caráter obrigatório da Voz do Brasil carrega consigo muitas marcas dos objetivos iniciais da produção. Acredito que esta seja uma forma de demonstrar que ele compreende que as emissoras precisam (comercialmente) desse horário nobre, em que os brasileiros estão presos no trânsito, em seus carros ou em meios de transporte coletivos, ou ainda em suas casas, ouvindo rádio – e que deveriam se informar sobre o que acontece na sua localidade e que, por conseqüência, pode atingi-lo diretamente.

Então por que uma estratégia política, você pode perguntar? Porque se efetivamente houvesse um interesse, a fala não se basearia na negação e também não teria como argumentos centrais as dificuldades e empecilhos – alheios ao governo, independente de sua filiação partidária – para se pensar e propor o consenso. Na falta do consenso, então, como mudar? Ou seria para que mudar?

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Da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, disse hoje (24) que governo e radiodifusores concordam sobre a possibilidade de flexibilizar o horário de exibição do programa A Voz do Brasil. “O problema é como fazê-la”, acrescentou, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Entre as possibilidades, o ministro sugeriu mudar o horário e manter a transmissão em rede nacional. “O problema é que manter a rede não contempla a diversidade do Brasil. No interior de Minas Gerais, talvez 22 horas seja muito tarde. Em São Paulo pode ser um bom horário”.Outra opção seria liberar as rádios para escolherem o melhor horário dentro do período entre 19 horas e 22 horas. Nesse caso, o problema estaria em quebrar a transmissão em rede nacional. […]
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A foto é Agência Brasil.

Cobertura surpresa!

Hoje tivemos uma experiência interessante na aula de rádio: cobertura surpresa, em esquema de redação e com deadlines apertados. Os alunos do 7o. semestre da FIB fizeram uma cobertura especial sobre o lançamento de produtos laboratoriais do Centro Universitário. Os projetos “contemplados” pelos boletins foram o jornal laboratorial on line Educação em Pauta e o projeto interdisciplinar Mopinim. Os dois sites serão lançados oficialmente durante a semana de interdisciplinares da FIB, entre os dias 12 e 14 de novembro.
Na cobertura especial sobre o lançamento do novo Educação em Pauta, entre outras coisas, os alunos abordaram a adoção dos recursos multimídia pelos futuros jornalistas. Em uma entrevista com o professor Marcelo Freire, editor do site, e com a aluna Juliana Arize, produtora de conteúdo, as repórteres de rádio Cláudia e Vivian discutem o uso de multimídia no jornalismo on line e no Educação em Pauta depois da reformulação de 2007.2.

A repórter Juliana Arize é responsável, na primeira edição do Educação em Pauta em 2007.2, pela matéria “Verba do Escola Aberta é reduzida em escola“. Para sua produção, além de trazer várias telas que dão uma visão ampla do tema, utiliza o áudio como suporte para a informação, trazendo entrevistas de fontes que dividem o papel de informar com o texto escrito e as imagens.

Outra reportagem desenvolvida nesta quarta-feira trata do uso do RSS pelo Educação em Pauta. Segundo o professor Marcelo Freire, em entrevista aos repórteres Renato e Rafael, o RSS é uma ferramenta fundamental para o jornalismo on line, já que possibilita que o usuário conjugue, em um agregador de conteúdo como Page Flakes, informações atualizadas que, caso lhe interessem, poderão ser consultadas. Especificamente no Educação em Pauta, o RSS é utilizado tanto para agregar conteúdo de sites especializados para os usuários na página do webjornal laboratório quanto para disponibilizar as manchetes da produção dos alunos.

Quer saber mais sobre RSS? O blog do GJOL trouxe, em setembro, um post interessante sobre o assunto.


Mas a produção da noite não ficou só no Educação em Pauta. O site do Projeto Mopinim também foi pauta dos repórteres da FIB. Andréia, Cecília e Juliana entrevistaram via smartphone a professora Marilei Fiorelli, uma das responsáveis pelo projeto que traz o jornalismo voltado para o público jovem de Salvador. A gravação foi via Nokia E-61. Uma pequena, breve e muito modesta incursão pelo mundo da aplicação das tecnologias móveis ao jornalismo. Para quem, como eu, se interessa por isso, vale uma passada atenta ao blog Jornalismo Móvel, do jornalista e professor Fernando Firmino, modelo para essa área.

Rádios generalistas

As rádios generalistas predominam na Espanha e em Portugal, segundo o jornalista João Paulo Meneses. Embora seja vista como ultrapassada em muitos lugares, Meneses propõe, de forma interessante, uma revisão conceitual a partir da tendência de mercado de micro-segmentação. Vale a pena conferir o artigo “Os Equívocos da Rádio Generalista: Reflexões sobre a Rádio em Espanha e nos Estados Unidos, passando por Portugal

Rádios Comunitárias

Com o objetivo de trazer ao blog uma discussão importante – as concessões de rádios comunitárias – reproduzo o artigo do Observatório da Imprensa.

Quem são os beneficiários das concessões?

Por Vicentônio Regis do Nascimento Silva em 9/10/2007

Sobre artigos publicados originalmente no Jornal de Assis, em 13 e 20/9/2007

A edição de 15 de agosto de 2007 da revista CartaCapital traz reportagem sobre as rádios “comunitárias”. De acordo com “Rádios comunitárias – coronelismo eletrônico de novo tipo (1999-2004) – as autorizações de emissoras como moeda de barganha política“, estudo de pesquisadores da Universidade de Brasília apoiado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, entidade mantenedora do Observatório da Imprensa, as concessões radiofônicas “comunitárias” foram liberadas porque algum dos diretores das emissoras mantinha vínculo político e/ou religioso que aparentemente facilitou a transação ilegítima.
De acordo com os autores do estudo, Venício de Lima e Cristiano Aguiar Lopes, quase todas as rádios “comunitárias” listadas na pesquisa não atendem aos requisitos do interesse público: “É um caso típico de utilização do patrimônio público para atingir interesses privados.”
O trabalho analisa a situação de mais de mil rádios “comunitárias” em todo o país. Os dados foram colhidos entre 1999 e 2004, durante parte da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e do primeiro governo Lula (2003-2006).
A revista CartaCapital aborda os aspectos gerais do trabalho. Sobram-nos os resultados encontrados em nossa região. Entre outras, constam do estudo as rádios “comunitárias” de Assis, Paraguaçu Paulista e Maracaí.
A edição 405 da Revista Carta Capital trouxe uma reportagem sobre as comunitárias e sua luta para se manterem ativas. Confira “Na onda da Política

Reportagens radiofônicas

A reportagem é pouco explorada pelas emissoras de rádio brasileiras. Aos poucos, algumas rádios, como a Band News FM passam a apresentar produções mais elaboradas e que tragam um cruzamento de fontes. A Rádio Eldorado de São Paulo é uma das emissoras que potencializam o uso desse formato, aprofundando a abordagem dos conteúdos.
Em Salvador, a reportagem é muito pouco explorada. Na academia, entretanto, os estudantes têm um espaço para construir abordagens mais complexas e elaboradas do jornalismo em rádio.
Entre essas atividades, as estudantes Ludmilla Viana e Shahla Maia desenvolveram duas reportagens, sobre doação de órgãos e rádios comunitárias, respectivamente. As reportagens foram desenvolvidas para a disciplina de Oficina de Radiojornalismo na Faculdade Social da Bahia.

Previsões sobre a tecnologia

Extraído do blog O Segundo Choque. Grande leitura sobre rádio e radiojornalismo.

«Na rádio informativa, a etapa da individualização só serâ alcançada com a viabilização a nível comercial das tecnologias interativas atualmente em desenvolvimento, que poderão permitir que o ouvinte escolha não apenas os programas, mas até as notícias que lhe interessa ouvir. Uma etapa intermediária de fragmentação, mais avançada do que a atual, será possibilitada nos próximos anos, com a tecnologia da rádio digital (digital audio broadcasting), que permitirá a existência de um maior número de emissoras no espectro de radiofrequência» (Meditsch, 1999: 85)

Trata-se de uma referência do livro A Rádio na Era da Informação, já indicado pelo Blog na Rede em post anterior.

Diversão Social – Outubro

Sem programas para o final de semana? Está em Salvador e quer saber o que fazer durante o mês de outubro? Informe-se através do boletim Diversão Social. O Diversão Social é uma produção dos estudantes de Jornalismo da Faculdade Social da Bahia.
Divirta-se!

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Edição 02

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