Flexibilizar o horário da Voz do Brasil

Primeiro, a dúvida: é possível chegar a um consenso? Não sou do tipo que concorda com obrigatoriedades. Posso dizer, sinceramente, que tendo a discordar delas, embora entenda que algumas são necessárias. Não acho que seja o caso da Voz do Brasil, no entanto. Acredito que a flexibilização seja o caminho, inclusive, para que muitos observem, sem rancores, a qualidade de produção que ela tem (guardadas as distinções do que é uma produção jornalística de uma emissora e o que é uma produção de assessoria de comunicação).

O ministro Franklin Martins aposta no consenso. Para isso, apresenta distintas propostas. Muitas, eu diria. Novamente, questiono: como chegar ao consenso mediante tantas opções apresentadas a um público – as emissoras – que, como diz o próprio ministro, é tão distinto e tem objetivos e estruturas tão diversos? No mínimo complicado.

Pessoalmente, vejo a fala do ministro como uma estratégia política, como uma bandeira branca, um demonstrativo de que ele concorda sim, que o caráter obrigatório da Voz do Brasil carrega consigo muitas marcas dos objetivos iniciais da produção. Acredito que esta seja uma forma de demonstrar que ele compreende que as emissoras precisam (comercialmente) desse horário nobre, em que os brasileiros estão presos no trânsito, em seus carros ou em meios de transporte coletivos, ou ainda em suas casas, ouvindo rádio – e que deveriam se informar sobre o que acontece na sua localidade e que, por conseqüência, pode atingi-lo diretamente.

Então por que uma estratégia política, você pode perguntar? Porque se efetivamente houvesse um interesse, a fala não se basearia na negação e também não teria como argumentos centrais as dificuldades e empecilhos – alheios ao governo, independente de sua filiação partidária – para se pensar e propor o consenso. Na falta do consenso, então, como mudar? Ou seria para que mudar?

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Da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, disse hoje (24) que governo e radiodifusores concordam sobre a possibilidade de flexibilizar o horário de exibição do programa A Voz do Brasil. “O problema é como fazê-la”, acrescentou, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Entre as possibilidades, o ministro sugeriu mudar o horário e manter a transmissão em rede nacional. “O problema é que manter a rede não contempla a diversidade do Brasil. No interior de Minas Gerais, talvez 22 horas seja muito tarde. Em São Paulo pode ser um bom horário”.Outra opção seria liberar as rádios para escolherem o melhor horário dentro do período entre 19 horas e 22 horas. Nesse caso, o problema estaria em quebrar a transmissão em rede nacional. […]
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A foto é Agência Brasil.

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