Arquivo do mês: novembro 2007

Vendas digitais vão substituir os cds?

De acordo com um estudo desenvolvido pela RadioInk não. Segundo o blog O Segundo Choque, sim. Trago aqui, através do Blog, um trecho do estudo:

«A new study from Jupiter Research has found that, though digital music sales will continue to grow over the next five years, those sales won’t be enough to offset the loss from declining CD sales. In five years digital will account for more than one-third of music sales, says Jupiter, with spending on digital music rising to $3.4 billion by 2012. But with CD sales continuing to fall, “That means digital music sales will not compensate for lost CD sales in five years,” said Jupiter VP/Research Director David Card. “Nor will they return the overall industry to growth. But that’s where the growth is.”
Downloads will be replacing CD purchase for “many — but not most — music buyers,” according to the report, while Napster- or Rhapsody-style subscription services “will appeal primarily to niche audiences.”»

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E a rádio digital?

Reproduzo, aqui, parte do post de Jorge Guimarães, no blog A Rádio em Portugal:

 “Parafraseando Mark Twain, «a notícia da morte da rádio foi claramente exagerada». A rádio está viva e recomenda-se, no entanto, tem de se adaptar, mas isto é algo a que a rádio já está habituada.
O futuro da rádio é digital. Mesmo para os menos atentos esta era uma evidência. Num mundo onde toda a tecnologia gira em torno de bits, era mais que previsível a transição do analógico para o digital. No entanto, esta mudança não tem sido pacifica, pois não há um padrão digital global para emissões hertzianas, mas vários – DAB, HD Radio, ISBD-T, DRM – o que torna tudo confuso para os ouvintes. Um receptor radiofónico preparado para funcionar em Inglaterra (DAB), por exemplo, não funcionará nos Estados Unidos (HD Radio) e um preparado para funcionar na América não funcionará no Japão (ISBD-T). Acresce a isto que na Europa continental decorrem testes com o DRM, que, por sua vez, é incompatível com outros sistemas. Na rádio analógica as emissões só têm duas modulações, em amplitude (A.M.) e em frequência (F.M.) pelo que um receptor funciona em qualquer parte do mundo”.

E no Brasil? Aqui ainda não definimos o padrão de rádio. A previsão do governo era de que essa definição se desse em setembro, mas isso não aconteceu. Entre outras coisas, pesquisadores da área de rádio manifestaram-se preocupados com o processo e as metodologias adotads nos testes para a definição. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, reproduzido pelo site da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo, o governo já não tem mais certeza sobre qual sistema deve adotar.

“Para o Ministério das Comunicações, a escolha do padrão de rádio digital deveria ter sido feita em setembro. E tudo fazia crer que opção seria pela tecnologia In band on channel (Iboc), criada pela empresa norte-americana Ibiquity. Hoje, já não há tanta certeza nesse padrão porque os testes conduzidos pelas emissoras não satisfazem às exigências mínimas de qualidade.
As próprias autoridades federais estão chegando à conclusão de que a tecnologia Iboc para o rádio digital ainda apresenta numerosos problemas. Sua adoção nos Estados Unidos, depois de vários anos, não obteve a adesão de mais do que 10% das emissoras daquele país. Diferentemente do rádio digital via satélite, uma forma de rádio por assinatura que faz sucesso entre os norte-americanos, a radiodifusão digital aberta está longe de alcançar a maioria da população.
Depois de ter participado de audiência pública no Senado, na terça-feira passada, André Barbosa Filho, assessor especial da Casa Civil da Presidência da República, revelou sua preocupação com as possíveis conseqüências da adoção de um padrão de rádio digital que ainda está sujeito a interferências, que tem reduzido alcance do sinal, falta de sincronia entre as transmissões analógicas e digitais e que impossibilita o uso de receptores portáteis por causa do excessivo consumo de baterias.
Se for adotada pelo Brasil nesse estágio, essa tecnologia pode trazer muito mais conseqüências negativas do que benefícios às emissoras e aos ouvintes. Depois de debater diversos temas da legislação de comunicação eletrônica com especialistas, na Comissão de Educação do Senado, André Barbosa tomou conhecimento dos obstáculos que ainda impedem a digitalização das transmissões em amplitude modulada (AM) e freqüência modulada (FM) e sugeriu o adiamento por, pelo menos seis meses, para que o governo decida pelo padrão a ser adotado.
Essas conclusões contrariam frontalmente as avaliações anteriores do Ministério das Comunicações, que tem defendido a tecnologia Iboc como a mais adequada para a radiodifusão brasileira. André Barbosa reconhece ainda que não há critérios uniformes nos testes conduzidos pelas emissoras. E para que essa avaliação seja isenta e confiável, seria necessário que o governo constituísse um grupo incumbido de testar e comparar os resultados da tecnologia Iboc com outros padrões, com a participação majoritária de cientistas e acadêmicos da Universidade brasileira e do CPqD.
O assessor lembrou ainda que “a Casa Civil não quer tomar nenhuma decisão de afogadilho” e que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, está ciente das preocupações do governo, tendo sugerido até a visita de uma delegação brasileira aos Estados Unidos para reunir-se com representantes das emissoras de rádio, de universidades e do órgão regulador americano, a Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês)”.

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Relembrando os planos econômicos brasileiros

O Brasil já passou por diversos planos econômicos, por crises, volta de estabilidade, falseamento de estabilidade financeira. Muita gente se esquece dessas variações da moeda e da economia do país. Vale a pena relembrar, para isso, usando trechos da produção da TV Câmara:

Democratização da Comunicação

Cultura e democratização da informação são discussões muito atuais. No Brasil, iniciativas como o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e o Observatório da Imprensa discutem, constantemente, iniciativas como a criação da nova TV pública ou as rádios comunitárias. Acompanhe a entrevista com o Secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, disponível no Observatório da Imprensa.

“O Brasil vive um período de criatividade máxima na cultura. Porém, no campo político, é urgente que ocorra a democratização da comunicação. “Para que as diferentes idéias, correntes e ideologias tenham seu espaço”, defende o economista Paul Singer, endossando uma causa que tem muito a ver com suas bandeiras, seu histórico militante pela política brasileira.

Paul Singer é atualmente o Secretário Nacional de Economia Solidária. Intelectual, formulador de políticas sociais, com extensa obra e vida acadêmica, sua área de atuação principal é a economia. Recentemente, participou do encontro Teia 2007, em Belo Horizonte, onde, segundo declara, esteve debatendo pela primeira vez a diversidade cultural. “Gostei do tema e da discussão”, afirma, confessando-se bastante atraído pelo assunto e declarando que o país vive um momento de criatividade máxima”.

Acompanhe também a reportagem do Jornal da Gazeta sobre a nova TV Pública.

Internet, fonte de informação para jornalistas

A discussão é de interesse geral, pena que aconteceu longe. A Associação de Imprensa de Navarra e o governo de Pamplona, na Espanha, organizaram o evento “Primeras Jornadas para Profesionales de la Información“. A discussão? O uso da internet como fonte pelos jornalistas. Embora não possamos ir ao evento, é possível baixar e ler os artigos ou slides que foram apresentados:

Cómo optimizar las posibilidades de los buscadores (ppt), de Noelia Fernández

Búsqueda de información útil, eficaz y fiable en Internet (pdf), de Ramón Salaverría

Recursos para periodistas en navarra.es (ppt), de Pello Pellejero

Via e-periodistas

Metodologia da Pesquisa em Rádio

No último encontro da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, que aconteceu em Aracaju durante o feriadão de 15 de novembro, foram discutidas, sob várias perspectivas, as metodologias de estudo de jornalismo. Em uma das mesas, o estudo do jornalismo no período contemporâneo, de transição gerada pela tecnologia, foi discutido. Neste grupo de trabalho, foram apresentados os seguintes trabalhos:

Estudar radiojornalismo na era digital: uma revisão metodológica, de Debora Lopez.

O jornalismo para além de suas fronteiras conceituais , de Demétrio de Azeredo Soster.

Mineração de dados e textos e suas possibilidades aplicadas ao processo de produção da noticia , de Pablo Barbosa e Walter Teixeira Lima Junior.

Como anda a criatividade radiofônica?

“Y es que ha pasado ya mucho tiempo sin observar un cambio sustancial, una renovación estructural en la radio española, pero, especialmente, son ya muchos años sin lograr una recuperación estética que potencie la dimensión creativa. La radio perdió, en los años ochenta y especialmente desde los noventa, la que podemos considerar su mayor potencialidad: su dimensión expresiva, esa otra manera de trabajar la radio: radio-arte, la radio como medio de expresión, como aquella que «proporciona al artista, al amante del arte, al teórico, una nueva experiencia».
Desde entonces, la radio se ha transformado en el eterno parlante, muchas veces sin sentido, sin preparación, ni rigor, lo que obliga al oyente a escuchar opiniones sin fundamento, palabras, palabras y más palabras. La radio se ha convertido en monotonía, en improvisación, pura realidad, en un medio que ya no obliga a sentir.
Esta ausencia de creatividad ya se está pagando en forma de escasa audiencia infantil y juvenil. Cada vez son menos los jóvenes que se sienten atraídos por el medio, por una radio que nos les estimula, que no les interesa, carente de vivencia, de ilusión, una radio incomunicada al sueño.” (ANTÓN, Emma Rodero. Recuperar la creatividad radiofónica: razones para apostar por la radio de ficción. Revista Anàlisi 32, 2005, p. 134-135)