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Áudio da palestra CBN I

cbn-no-cp

A diretora nacional de jornalismo da CBN, Mariza Tavares, falou na Campus Party sobre a convergência entre a tecnologia e o rádio na emissora. Ouça, abaixo, a fala “CBN: a construção de uma comunidade além dos limites do rádio”.

Mariza Tavares no CParty

CBN estréia site novo

A radio CBN estreou hoje o novo site, com mais espaço para o ouvinte-internauta participar das discussóes e contribuir com informaçóes. É um site mais adequado às novidades da tecnologia e da web 2.0, além do design mais leve.
Vale a pena conferir o http://www.cbn.com.br

Pense verde, faça a diferença…

Período de ano novo normalmente nos leva a resoluçóes e mudanças nas nossas posturas. Neste final de ano resolvi assumir alguns valores que eu já trazia comigo, mas de maneira mais sutil. Náo… Náo virei uma eco-chata. Mas sim, acredito que podemos, com pequenos atos, fazer a diferença. Desde o ano passado uso eco bags. Assim, a cada compra que fazemos aqui em casa, sáo menos sacolas plásticas soltas no mundo, contribuindo para a depreciaçáo de recursos náo-renováveis. Sáo pequenas coisas, pequenos atos que podemos tomar para melhorar o mundo para as próximas geraçóes: vamos usar eco bags! Vamos reciclar! Vamos fazer coleta seletiva do lixo! Vamos economizar luz elétrica! Vamos fazer um uso – e um reuso – consciente da água! Vamos consumir produtos orgânicos e locais!

Mais um vídeo – que acredito ser importante vermos – e voltamos ao rádio!

Um bom final de ano a todos! E um 2009 feliz e sustentável!

Saramago Online

Da revista Entrelivros
“O escritor José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura da língua portuguesa, lançou essa semana um blog no site da Fundação José Saramago.

Intitulado de O caderno de Saramago, o espaço, segundo ele mesmo escreveu em sua introdução, será para escrever o que for, “comentários, reflexões, simples opiniões sobre isto e aquilo, enfim, o que vier a talhe de foice”.”

A Volta do Rádio na Rede

Depois de um longo tempo fora do ar por questóes pessoais, retomo o blog. Pretende-se que ele sirva como suporte para as discussóes sobre este meio de comunicaçáo e também como apoio para a elaboraçáo da tese que desenvolvo no programa de doutorado da Facom/UFBA.

Memória e Narrativas Orais

Trago aqui uma citação interessante de Adriano Lopes Gomes em “As narrativas orais na reconstituição da memória radiofônica: um estudo de caso“.

“Essa relação triádica, constituída pelo mundo, mídia e construção social da realidade, promove uma ordem sistêmica no processo de produção das informações, legitimado pelos procedimentos de previsão, seleção e exposição dos fatos, provocando uma espécie de debate público, teoria que ficou conhecida como agenda-setting (Traquina, 1993; 2001; 2004; Sousa, 2002; Wolf, 2003). Tal concepção teórica surgiu nos Estados Unidos, em 1968, por ocasião de estudos sobre eleições presidenciais, de acordo com pesquisas feitas por McCombs e Shaw (Traquina, 2001:54). Sousa (2002:?) acrescenta: “Essa teoria destaca que os meios de comunicação têm a capacidade não intencional de agendar temas que são objeto de debate público em cada momento”. Imaginemos a capacidade do rádio em provocar os ouvintes a ancorarem idéias, pois trabalha com elementos imaginários do interlocutor, resultando daí uma maior possibilidade de envolvimento mediante o conteúdo apresentado. O significado que decorre dessa situação vai ao encontro do conhecimento de mundo e das vivências de cada ouvinte. Strohschoen (2004:31) diz que a relação entre mídia, realidade social e memória é dinâmica e reflete a natureza da comunicação, como elemento primordial, assim destacando: “abordar o fenômeno da memória hoje é aproximar-se bastante de um aspecto central dos seres humanos: o processo de comunicação, o desenvolvimento da linguagem enquanto esfera simbólica”. Portanto, a memória radiofônica apresenta-se como um conjunto de símbolos, transferido para determinados contextos de vida coletiva, situado no tempo e apreendido através de constantes ressignificações mnemônicas. Ou seja, a cada olhar que se incide sobre certos episódios, há uma espécie de “segundas histórias”, contadas sucessivamente entre gerações, as quais vão recompondo o cenário que se iniciou no passado”.

Essa discussão sobre memória, rádio e realidade social já foi feita em um post anterior, no qual vcs podem ouvir o radiodocumentário Perambulando em Salvador, da jornalista Ives Lopes.

Conhecer o público para pensar o rádio

A necessidade de conhecer o público para definir programação e especificidades do jornalismo de rádio é sempre discutida e reiterada. Entretanto, será que trabalhamos, neste caso, com mais um dos mitos e desejos da academia. Pesquisas de opinião são a cada dia mais onerosas e, por isso, menos utilizadas pelas emissoras. A compreensão do público, de para quem as emissoras falam e do que se deve projetar ao pensar nessa audiência é constantemente transformada em uma ação intuitiva no rádio. Isso se dá no Brasil e, pelo que disse o jornalista João Paulo Meneses em julho de 2005, em Portugal também. Reproduzo aqui o post Programar em Rádio. E recomendo a leitura do livro virtual Os textos do Blogouve-se”.

Uma frase do subdirector de programas da Antena Um, lida no Público de sábado, suscita uma reflexão mais vasta. Diz Tiago Alves, a propósito das mudanças na grelha para Julho e Agosto: “Entramos em Julho com grande intensidade informativa, já que a audiência, em virtude das actuais condições do país, está mais receptiva a receber informação”.
Se a Antena Um tivesse encomendado um estudo de opinião que suportasse esta opinião eu não escreveria nada. Mas como é muito pouco provável que isso tenha acontecido, a frase de Tiago Alves remete-nos para, por um lado, o drama dos programadores de rádio em Portugal, que trabalham com palpites, e, por outro, para a falta de estudos de audiência com valor científico.
O que Tiago Alves quer dizer é que lhe parece que os ouvintes estarão interessados em ouvir mais notícias do que música, apesar de estarmos em Julho. Intuição, sensibilidade, experiência, algum senso-comum, uma soma de várias opiniões, mas nada de estudos de opinião que validem uma coisa dessas – os que existem não lhe dizem nem isso nem o contrário.
Como é diferente na televisão. Aí, para o bem e para o mal, as audimetrias não enganam (ou, se enganam, é pouco…). E não há lugar a improvisos. Enquanto as audiências de rádio em Portugal continuarem a ser feitas trimestralmente, com base em entrevistas que apelam à memória dos ouvintes, não daremos o passo em frente.
Até lá, cada director de programas continuará a viver o drama de esperar que as opções da sua rádio sejam do agrado dos ouvintes. Mas só três meses depois.